ASSOCIAÇÃO FILATÉLICA E NUMISMÁTICA DE SANTA CATARINA 

Fundada em 06 de agosto de 1938

Álbuns Comerciais

Com o início do uso do selo postal em 1840, nasce junto o interesse em colecionar esses pedacinhos de papel. Depois de juntar uma certa quantidade, vem o desejo de colocar eles em certa ordem.

 

MAXIMAFILIA na Revista Cofi

    A Revista COFI - Correio Filatélico, editada e distribuída pelo Departamento de Filatelia e Produtos dos Correios, surgiu em 1977. Seu primeiro número foi editado em 1º de março daquele ano.
    Ricamente ilustrada, a COFI publica artigos técnicos e matérias alusivas aos temas dos selos postais oficiais emitidos no decorrer de cada ano. A Revista noticia também os acontecimentos afins, promove o intercâmbio entre os colecionadores, divulga exposições e eventos filatélicos, abre espaço para a filatelia juvenil e mostra as iniciativas de outros operadores postais.

Papai Noel na América

Papai Noel nos Estados Unidos chama-se Santa Claus. Sua história começa quando o santo protetor da cidade de Amsterdã e das crianças - Sinter Klaas - chegou, com os holandeses, por volta de 1650, à costa nordeste da América.

Na nova terra, Sinter Klaas ou Sanct Herr Colas, em holandês, que foneticamente evoluiu, tornando-se Santa Claus na língua dos americanos - São Nicolau, em português -, logo ganhou uma igreja na então cidade de Nova Amsterdã - Nova York - e, como era hábito na Holanda, seu dia, 6 de dezembro, era comemorado com distribuição de presentes às crianças. Sinter Klaas, por isto, era um santo muito conchecido.

Pouco demorou para que os americanos desejassem ter o seu Sinter Klaas. Ele veio da imaginação do teólogo-poeta Clement Clarke Moore e do talento do desenhista Thomas Nast.

Em 1822, Moore, num poema intitulado A Visit from Saint Nicholas - A visita de São Nicolau -, reiventa um São Nicolau que desce à terra na noite de Natal, noite muito festejada pelas crianças, na Inglaterra.

Segundo o poema, o Sinter Klaas, à americana, é minúsculo - um anão -, seus cabelos, bigode e longa barba são completamente brancos, veste pele de animais, fuma cachimbo e traz consigo, nos ombros, um saco cheio de brinquedos. Ele é inquieto, intrépido e, até certo ponto, transgressor de regras além de voluntarioso pois, somente quando neva, desce dos céus num também minúsculo trenó puxado por oito renas, igualmente pequeninas ao invés de vir montado num burrinho cinza ou de carona na asa de algum anjo.

E, deste jeito, chega ele à casa das crianças, também não entrando pela porta principal mas deslizando pela chaminé para então encher de brinquedos quantas meias penduradas encontrar pela frente.

A historinha do poema, que só conheceu o sucesso em 1837, caiu no gosto popular quando se percebeu que ali estavam mostradas algumas tradições das igrejas, católica e protestante.

Foi assim que Sinter Klaas, o antigo e bom santo protetor de muitos holandeses virou Santa Claus, um velhinho descolado, vitaminado, sem atrite, um santinho quase humano que faz a alegria de muita gente pequena e grande.

(tradução e adaptação do texto de Jean Duran. Le Monde des Philatélistes n°480, 1993).

Minerais na Filatelia

Sugestão para uma coleção temática

Embora a filatelia no Brasil, não se esteja desenvolvendo como gostaríamos, percebe-se entre os abnegados filatelistas que ainda têm ânimo para continuar dedicando-se ao colecionismo, uma tendência à coleção temática. Alguns por afinidade com determinado assunto, outros por conhecimentos profissionais. Há ainda aqueles que vêem na filatelia temática, uma alternativa mais acessível para conseguir as peças que desejam, já que na filatelia clássica ou mesmo por país, a obtenção do material se torna mais difícil e onerosa.

Aos principiantes, fica a dúvida sobre qual tema deveriam optar para desenvolverem suas coleções. Para fugir um pouco dos tradicionais Fauna, Flora, Esportes, etc..., permitimo-nos aqui sugerir um tema que ao nosso ver, vem sendo bastante abordado nas emissões de vários países, inclusive o Brasil.
Referimo-nos ao tema "Minerais", que poderá incluir além dos tópicos da Mineralogia propriamente dita, também a parte de Gemas e Pedras Preciosas.

Se verificarmos junto aos catálogos internacionais vamos constatar a existência de centenas de emissões abordando esse tema, havendo a maior incidência entre os países do continente africano, e também nas novas Repúblicas da Ex-União Soviética.
A Administração Postal da TAAF, Terras Austrais e Antárticas Francesas, também emite anualmente selos relacionados a Mineralogia.

No Brasil, podemos identificar as seguintes emissões catalogadas pelo RHM:
1962 - RHM C-478, 1ª Corrida-do-Ferro, da Usiminas;
1972 - RHM C-728/31, Promoção dos Recurso Minerais do País;
1975 - RHM C-875, Manganês;
1975 - RHM C-895/7, Arqueologia Brasileira;
1976 - RHM 563 e 569, da série ordinária "Profissões" Garimpeiro e Salineiro;
1977 - RHM C-1002/4, Moedas do Brasil Colonial.
1977 - RHM C-1016/9, Água Marinha, Esmeralda e Topázio;
1980 - RHM C-1135, Indústria de Carvão-de-Pedra;
1981 - RHM C-1194/6, Peças de Museus - Arte em Cerâmica;
1982 - RHM C-1253, Centenário de Monteiro Lobato - Petróleo;
1982 - RHM C-1277/8, Museu de Valores do Banco Central , Moedas de Ouro;
1984 - RHM C-1371, Cinquentenário de Casa Grande e Senzala - Garimpeiro;
1985 - RHM C-1503, Programa Grande Carajás - Minérios;
1988 - RHM C-1579, Racionalização de Energia - Petróleo;
1989 - RHM C-1639/70, Gemas Brasileiras - Turmalina e Ametista;
1990 - RHM 1683, Coroa Imperial;
1994 - RHM B-98 e C-1932, Tetracampeão Mundial de Futebol - Taça de Ouro;
1995 - RHM C-1967, Centenário da Radiologia, Roentgen - Raios X;
1996 - RHM B-104, Cavernas Brasileiras, Calcita;
1998 - RHM C-2069/71, Pedras Brasileiras - Alexandrita, Crisoberilo e Indicolita;
2000 - RHM B-114, Geologia - Diversos Minerais;
2001 - RHM B-123, Riquezas Minerais - Topázio Imperial e Granada.

Incluem-se ainda nessa temática, várias emissões brasileiras em homenagem a Petrobrás; emissões em homenagem a Orville Adalbert Derby, ( RHM C-266), considerado o pai da Geologia no Brasil, e fundador do Instituto Geológico do Brasil; José Bonifácio de Andrada e Silva, (RHM-C-15; C-491; Ord. 510/1; e C-1582),que deu importante contribuição ao estudo da Mineralogia, tendo inclusive sido homenageado com o nome de um mineral denominado "Andradita"; Louis Pasteur (RHM C-1933), Químico francês que publicou importante estudo sobre a Cristalografia; Fernão Dias Paes, (RHM C-851 ) Bandeirante, a quem se atribui a descoberta de Esmeraldas, em Minas Gerais.

Outra personalidade internacional, homenageada com diversas emissões de selos em vários países é o escritor alemão Johann Wolfgang von Goethe, também estudioso dos minerais, e que possuía uma grandiosa coleção de Pedras Preciosas.
A cientista polonesa, naturalizada francesa Marie Curie, ganhadora do Nobel de Química em 1911, pelo seu trabalho de isolamento do elemento químico "Radio", também tem sido homenageada com emissões de selos por vários países.

Ainda, dentro dessa temática, poderemos abordar os minerais sob os aspectos de sua utilização nos mais diversos setores como na Indústria, Medicina, e nas Artes.
Enfim, por tratar-se de um tema muito rico, tanto em assuntos a serem abordados como em material filatélico disponível, temos aí uma oportunidade de montar uma ótima coleção.

Um recunho muito curioso

Já se vão quase dez anos de quando comecei a criar meus recunhos. Os primeiros foram tímidos, pois acabava de pisar em terreno até então desconhecido. Lembro que até eu mesmo me surpreendia, vendo as novas figuras estampadas nos discos das velhas moedas dos "1.000 réis".

Minha primeira investida foi dispensada à minha empresa, a Balsemão, quando esta participou de um evento em São Leopoldo - uma espécie de exposição, realizada no município, comemorativa a mais um aniversário da cidade, na data de 25 de julho de 1996. Recunhei peças de 2.000 réis de prata, dos anos de 1906/1912, em que, de um lado, lê-se: "Balsemão, oficina de gravações desde 1952". Do outro, o brasão do município com os dizeres: "Exposinos 96 - São Leopoldo - RS". Fizeram sucesso as pratas recunhadas, sendo muito disputadas, tornando naturalmente a peça mais um valor numismático.

De lá para cá, foram surgindo as criações de mais figuras, dando uma nova vida às moedinhas em desuso, tanto que, no ano 2000, atrevi-me a editar um pequeno "ensaio", cujo título foi: "Estudando as Moedas no Ano 2000", em que também falo dos meus trabalhos. Imprimi 500 exemplares, distribuindo-os por todo o Brasil.

Agora, mais recentemente, tive mais uma idéia: fazer algo para brindar meus amigos, como um "recuerdo". Isso me deu bastante trabalho, mas valeu a pena, pois assim nasceu o recunho bimetálico. Usei uma antiga moeda de 1 cruzeiro 1970/1978 - níquel, na parte externa, e uma moeda de 20 centavos 1943/1948 - amarela, na parte interna. Conservei de um lado a mesma figura do 1 cruzeiro, e no outro, usei as palavras: "Balsemão-numismata", tendo ao centro o símbolo da sabedoria (?). Estava criado o recunho muito curioso, cuja imagem estampa o presente artigo. Quantas vou cunhar? Não sei, mas serão poucas, assim como foram todas as anteriores.

Pedro Pinto Balsemão
São Leopoldo, RS

 

 

 

 

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