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Paixão por Selos

PAIXÃO POR SELOS

Hoje é dia de comemorar a publicação do primeiro selo no Brasil

Hoje, 1° de agosto, é comemorado o Dia Nacional do Selo. O motivo dessa comemoração se deve à publicação do primeiro selo no Brasil, em 1843. Esse selo ficou conhecido como "Olho-de-Boi", por conta de sua semelhança com o olho desse animal. Depois disso, seguiram-se os selos conhecidos como "Inclinados" (1844), "Olhos-de-Cabra" (1850) e os "Olhos-de-Gato" (1854). Os "Olhos-de-Boi" tinham valores de 30, 60 e 90 Réis. O Brasil foi o segundo país a emitir selos.

Em plena era virtual é difícil imaginar que essa primeira estampilha resolveu o problema mundial das correspondência. Pois a comunicação humana escrita é muito antiga e foi facilitada com o advento do papel. Porém, naquele tempo remoto, ela era pequena, já que eram poucas as pessoas que sabiam escrever. No século XIX, por exemplo, as cartas eram enviadas apenas com nome e a cidade do destinatário. Com a evolução da humanidade, a escrita deixou de ser privilégio de poucos, conseqüentemente, aumentou o volume de correspondências, principalmente, em razão do desenvolvimento do comércio. Nesse momento, surgiu a necessidade de se estabelecerem correios oficiais, para melhorar a organização e a segurança das comunicações.

Nos dias atuais, em que tudo é comunicado e resolvido por e-mail em questões de minutos, esquece-se de que já houve uma época em que as cartas eram pagas no destino e que se o destinatário não pudesse pagar, a correspondência era devolvida.
A ligação entre a história brasileira e a do selo não pára por aí. Foi também no Brasil que, em 1974, foi lançado o primeiro selo com legenda em braile. Outro orgulho dos filatelistas brasileiros é que o nosso país foi o segundo do mundo a emitir selo com imagens tridimensionais, no ano de 1989.

Uma paixão

Para comemorar o Dia do Selo, a reportagem do Jornal Município Dia-a-Dia entrou em contato com um verdadeiro apaixonado por selos, o engenheiro têxtil, Wallace Nóbrega Lopo, que está com a exposição do "Olho-de-Boi", na Agência dos Correios, localizada no bairro Centro, até amanhã, 2 de agosto.

A paixão de Wallace começou aos sete anos de idade, na casa dos avós, quando um tio lhe apresentou várias cartas com selos de Portugal. "Ele me disse que as pessoas colecionavam. Achei interessante, e a partir desse momento, comecei a colecionar selos. Recortava-os de todas as cartas que encontrava pela frente. Primeiro por países, depois passei por temáticas que falam sobre personalidades, fauna, flora e, de três anos para cá, comecei a me dedicar à filatelia clássica, que busca selos mais antigos e raros", ressalta.

Um brilho no olhar surge, quando Wallace fala dos primeiros selos. "Comecei colecionando selos do Império do Brasil, depois passei para os primeiros selos ingleses, que são os primeiros do mundo. Agora estou também com os selos do Império Português, que busquei por causa da minha descendência. No começo, apenas pegava as cartas de meus parentes e guardava, depois comprava em lojas, comprava com colecionadores e em exposições. Com o advento da internet ficou bem mais fácil, pois existem muitas lojas especializadas", revela.

Atrás de cada selo, afloram as histórias. "A principal razão de colecionar são as histórias. Pois se consegue estudar fatos históricos, o comportamento de países. Por exemplo, tenho uma série de selos portugueses de 1924, sobre o Quarto Centenário do Nascimento de Luiz Vaz de Camões. São selos que contam parte da história da vida dele; quando na Batalha de Celta, Camões perdeu um olho. Existe até uma famosa foto dele sem o olho, quando começou a escrever os Lusíadas e os editou, em 1572. A grande paixão é isto: aprender a história de grandes personalidade em cada selo", salienta.

"Já imaginou nos dias de hoje, quando tudo pode ser enviado por e-mail, alguém enviar uma carta somente com o nome do destinatário e a cidade? Pois isso já aconteceu, um dia. Mas, com certeza, ela se perderia, não iria chegar nunca ao seu destino se fosse enviada hoje. É importante resgatar essas histórias, porque além de aprender, observamos o quanto as coisas mudaram".

Artigo publicado no jornal Município Dia-a-Dia de Brusque, SC, em 1°-8-2008. Assina a matéria: Alessandra Damaceno.

A inclusão desse artigo no site foi sugerida e trazida pelo associado Guilherme Strecker, de Brusque, SC.

 

 

 

 

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